Dezembro, enfim.

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Li, em certo momento que 2011 seria um ano de mudanças. Realmente, muitas coisas mudaram. Surpreendi-me comigo, com os outros e com muitas outras coisas. Tive a oportunidade de conhecer pessoas novas (e, incríveis), das quais participaram de momentos felizes, e alguns nem tanto. Se eu estarei com elas nesse próximo ano? Com toda a certeza desse mundo! Se elas estarão comigo? Não sei, mas espero que sim. Decepcionei-me, como já era de se esperar. Cresci. Cometi erros, mas isso só me fez aprender. Afinal, não é errando que se aprende? Não tive intenção de errar, mas já que o fiz... Enfim. Foi belo. Muitas mudanças, de fato. Coisas que jamais pensei que faria (cruzes, estou namorando!), e fiz - isso inclui as médias baixas na escola. O importante é que fui feliz. Com tantos altos e baixos, sorri. Alegrei-me, chorei de tanta felicidade... E é isso que guardarei na memória. Porque os erros, as lágrimas e as dores nós guardamos como aprendizado; e só. Cultivar tais lembranças não faz bem a ninguém. E, meu bem, cá pra nós... A vida é feita para sorrir e aproveitar, não só existir. Boas festas.
1h26m 8-12-11

Lonely

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Sentiu-se só; após anos convivendo com a solidão, aquela era a primeira vez em que a afetara. Não sabia, ao certo, porque. Mas aquilo a sufocava de tal modo, tanto a ponto de fazê-la magoar-se a cada suspiro de saudade. Saudade de que? Nunca teve nada. Algo a fez lembrar de sonhos aparentemente apagados da memória, sonhos estes que tanto ansiou pela realização. Hoje já não representam nada além de — nem ela sabe. E tenta levar, com um sorriso no rosto, o que antes não lhe causava dor.
∞ Ludtruth

Nada.

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O amor continua ali, com alguns cortes e remendos, mas continua, fazendo-a chorar ao ouvir a música que regia seu sentimento, querendo encontrar a razão que perdera por te gostar. E apesar disso ainda viver dentro de si, ela não voltará. Perdoou e quer seu bem, mas não pode voltar, não para você.

6-6-11

love yourself.

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Você sabe o que fala? Tem consciência do que faz? Então por que você não acredita na própria palavra, não confia em si mesmo? Se não se amar, ninguém vai. Parece egoísta, não deixa de ser, mas é a verdade. Você deve vir antes de qualquer pessoa, se amar primeiro não é pecado e não vai te fazer mal algum.

21.5.11

Olhas tanto para que?

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São seus olhos. Não exatamente eles, mas não deixam de ser. Há algo ali que precisa ser descoberto por mim. Ou simplesmente contado. O problema está no seu tom de voz, que tenta mascarar aquilo que desvendei há muito: A sua confusão. A nossa confissão. De onde veio isso? A cor; ela muda, sempre. Isso me confunde quando observo muito. O brilho perdido entre a escuridão. Fosco, manchado, fraco e queimado. Ainda assim está ali, movendo-se; talvez procure algo para se agarrar e brilhar com mais intensidade. Ele precisa de energia. Não exatamente a minha, só de energia. Está além do que posso ver, entender. Tem algo meu que não sei o que é, mas continua ali, atordoado. Cruel... É, é isso. Seu olhar é cruel. Você deseja meu sangue quando só tem a minha carne. A alma não foi suficiente, pois não estava inteira. Estou ali. Sendo minha. Isso te incomoda. Sei que sim. Mas é esse mistério que me mantém aqui, esperando. Eu espero o momento para quebrar a espera dele de ser desvendado por mim. É um enigma, distante e secreto. Talvez eu já o tenha resolvido e não percebi, mas é pouco provável. Algo dessa magnitude não passa despercebido. Ainda quer. A energia, ainda quer, precisa. Não pode ter. Quer. Ainda. E (...) Eu vi tanto onde havia nada. Ainda que castanhos, singelos, seus olhos são um oceano de ilusões, já me perdi nelas, uma vez. Um oceano profundo, escuro, repleto delas. Violentas e cansadas, coitadas. Não convencem quem querem. Não mais. Como poderia ficar aqui e não me comover com você depois de tudo?
22.4.11
Antes de 03:29
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